A inter-relação dos aquíferos subterrâneos
com as águas superficiais visando ao uso integrado, está
entre as propostas apresentadas dia 29 de abril/09, na Firjan,
por ocasião da Oficina em que especialistas em recursos
hídricos, juntamente com representantes do Governo estadual,
deram passos importantes para a elaboração do Plano Estratégico
de Recursos Hídricos do Estado do Rio de Janeiro, destinado
a “orientar as ações do Estado quanto à conservação e ao
uso da água pelos próximos 20 anos”.
O encontro, em que estiveram participando a Secretária de
Estado do Ambiente, Marilene Ramos, o presidente do Instituto
Estadual do Ambiente - Inea, Luiz Firmino Martins Pereira,
e a Diretora de Gestão de Águas e Território, Rosa Formiga,
teve o objetivo de apresentar propostas de projetos estratégicos
que poderão viabilizar na prática a forma de atingir as
metas traçadas na primeira oficina de planejamento, promovida
no dia 7 de abril. O trabalho foi coordenado pela empresa
de consultoria Macroplan, contratada pelo Estado.
Entre as sugestões apresentadas, estão a ampliação e modernização
da rede hidrometeorológica do estado e a elaboração de planos
de prevenção, controle de inundações e de contingência para
acidentes ambientais em bacias prioritárias.
Nesta segunda etapa, os grupos de trabalho, formados por
pessoas com experiência e visão estratégica do setor, discutiram
os objetivos de curto prazo definidos na fase anterior com
base em levantamento da atual situação dos mananciais e
das perspectivas futuras. Em seguida, os participantes apresentaram
as propostas que nortearão a elaboração de um Termo de Referência
a ser encaminhado ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos.
O documento servirá de base para a criação do futuro Plano
Estratégico de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado.
Foram apresentadas, ainda, propostas de estudo para criação
de agência de gestão em saneamento e recursos hídricos da
região metropolitana; formulação de planos municipais de
saneamento ambiental; programa de capacitação de gestores
públicos de águas; inter-relação dos aquíferos subterrâneos
com águas superficiais visando ao uso integrado; projeto
de integração da gestão de recursos hídricos à de gerenciamento
costeiro; entre outros.
“O estado não dispõe de planejamento estratégico em recursos
hídricos. Estamos vivendo um momento importante de construção
de um pacto com abertura para pessoas de notório saber e
cuja metodologia é integradora das mais diferentes visões.
Esse trabalho vai subsidiar todo o processo. A idéia é aproveitar
muita coisa do que foi apontado aqui”, concluiu Rosa Formiga,
da Diretoria de Gestão de Águas e Território, do Inea, criada
em substituição da antiga Fundação Superintendência de Rios
e Lagoas – Serla.
Participaram também da Oficina os Superintendentes de Planejamento
de Recursos Hídricos e de Apoio à Gestão de Recursos Hídricos
da Agência Nacional de Águas (ANA), João Gilberto Lotufo
e Rodrigo Flecha, respectivamente, entre outros representantes
de entidades das três esferas governamentais, usuários de
água, e membros da sociedade civil.
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