Rio, 04 de maio de 2009.

 

Uso integrado de aquiferos subterrâneos e águas superficiais, uma das propostas de especialistas em recursos hídricos apresentadas em encontro realizado na Firjan

A inter-relação dos aquíferos subterrâneos com as águas superficiais visando ao uso integrado, está entre as propostas apresentadas dia 29 de abril/09, na Firjan, por ocasião da Oficina em que especialistas em recursos hídricos, juntamente com representantes do Governo estadual, deram passos importantes para a elaboração do Plano Estratégico de Recursos Hídricos do Estado do Rio de Janeiro, destinado a “orientar as ações do Estado quanto à conservação e ao uso da água pelos próximos 20 anos”.


O encontro, em que estiveram participando a Secretária de Estado do Ambiente, Marilene Ramos, o presidente do Instituto Estadual do Ambiente - Inea, Luiz Firmino Martins Pereira, e a Diretora de Gestão de Águas e Território, Rosa Formiga, teve o objetivo de apresentar propostas de projetos estratégicos que poderão viabilizar na prática a forma de atingir as metas traçadas na primeira oficina de planejamento, promovida no dia 7 de abril. O trabalho foi coordenado pela empresa de consultoria Macroplan, contratada pelo Estado.


Entre as sugestões apresentadas, estão a ampliação e modernização da rede hidrometeorológica do estado e a elaboração de planos de prevenção, controle de inundações e de contingência para acidentes ambientais em bacias prioritárias.


Nesta segunda etapa, os grupos de trabalho, formados por pessoas com experiência e visão estratégica do setor, discutiram os objetivos de curto prazo definidos na fase anterior com base em levantamento da atual situação dos mananciais e das perspectivas futuras. Em seguida, os participantes apresentaram as propostas que nortearão a elaboração de um Termo de Referência a ser encaminhado ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos. O documento servirá de base para a criação do futuro Plano Estratégico de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado.


Foram apresentadas, ainda, propostas de estudo para criação de agência de gestão em saneamento e recursos hídricos da região metropolitana; formulação de planos municipais de saneamento ambiental; programa de capacitação de gestores públicos de águas; inter-relação dos aquíferos subterrâneos com águas superficiais visando ao uso integrado; projeto de integração da gestão de recursos hídricos à de gerenciamento costeiro; entre outros.


“O estado não dispõe de planejamento estratégico em recursos hídricos. Estamos vivendo um momento importante de construção de um pacto com abertura para pessoas de notório saber e cuja metodologia é integradora das mais diferentes visões. Esse trabalho vai subsidiar todo o processo. A idéia é aproveitar muita coisa do que foi apontado aqui”, concluiu Rosa Formiga, da Diretoria de Gestão de Águas e Território, do Inea, criada em substituição da antiga Fundação Superintendência de Rios e Lagoas – Serla.


Participaram também da Oficina os Superintendentes de Planejamento de Recursos Hídricos e de Apoio à Gestão de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas (ANA), João Gilberto Lotufo e Rodrigo Flecha, respectivamente, entre outros representantes de entidades das três esferas governamentais, usuários de água, e membros da sociedade civil.

 

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