Diretoria da ABAS-RJ define rumos do SWIM22Encontro Internacional sobre Aquíferos Costeirosem junho de 2012, na cidade de Búzios (RJ)

Geólogos, químicos, engenheiros de minas e civis, além de pesquisadores e cientistas reconhecidamente especializados e de alto nível acadêmico, estarão entre os futuros participantes vindos de todo o mundo para o SWIM22 (Salt Water Intrusion Meeting), encontro internacional a realizar-se em Búzios (RJ), em junho de 2012.

O evento, que pela primeira vez ocorrerá num país emergente, foi um dos temas tratados na reunião de 08/11/10 da Diretoria do Núcleo RJ da ABAS, presidida pelo engenheiro de minas Humberto Albuquerque, eleito em setembro deste ano para presidir - a partir de janeiro próximo -, a entidade nacional da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas, biênio 2011-2012.

Previsões

Segundo o presidente da Comissão Organizadora do SWIM22, no Brasil, Gerson Cardoso da Silva Junior, professor da UFRJ (Laboratório de Hidrogeologia – Departamento de Geologia), e recém eleito presidente da ABAS-RJ, “os entendimentos acerca de patrocínios e da programação estão adiantados”.
Quanto à data do evento, há a previsão – a ser confirmada -, de ocorrer na semana de 15 a 22 de junho/2012. Frisou que constará da programação, além da apresentação de trabalhos focados na questão da intrusão marinha no mundo e no país e na região do evento (Armação dos Búzios – litoral do Estado do Rio de Janeiro), visitas e excursões técnicas a serem realizadas.
Por exemplo, um dos locais a serem visitados poderá ser a Ponta da Lagoinha, em Búzios,  um dos roteiros do Projeto Caminhos Geológicos desenvolvidos pelo Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro – DRM-RJ, desde 2001.
Sobre o próximo SWIM22, o Prof. Gerson não tem dúvidas: “Temos a expectativa de trazer um seleto grupo de colegas estudiosos de aquíferos costeiros e da intrusão salina em aquíferos”. “Esperamos, também, que haja intensa participação da comunidade técnica e científica brasileira interessada nesse importante tema”, acrescentou.

O Salt Water Intrusion Meeting – SWIM é um encontro programado a cada dois anos, que já está em sua 20ª edição. Inicialmente, somente ocorreu em países europeus, tendo mais recentemente sido estendido para o resto do mundo. O SWIM de 2008 aconteceu na Flórida (Estados Unidos) e o de 2010, nos Açores (África).

Nos Açores

No SWIM21 realizado este ano no aquipélago dos Açores, o Vice-presidente da ABAS-RJ participou como um dos membros da Comissão Científica e Coordenação de Sessões. Coube-lhe também a apresentação de dois trabalhos de que foi um dos autores:

- Indicadores da água subterrânea como uma ferramenta para melhoria da gestão de aquíferos costeiros: Estudos de caso na América do Sul.  Autores: Suzana
Montenegro, Emilia Bocanegra, Giancarlo Cavalcanti, Gerson da Silva Jr. e Emilio Custodio  (Oral); e

- Aquíferos Costeiros de Barra de Maricá, Brasil: Comportamento da cunha salina e contaminação. Autores: Andres Peralta Tapia, Ghislaine M. de Almeida , Gerson da Silva Jr.e Marteen Waterloo (Poster).

Tradição

De acordo com os 42 anos de tradição do SWIM (Salt Water Intrusion Meeting), o encontro nos Açores, segundo o Prof. Gerson,  “consistiu em um ambiente informal onde os estudantes e neófitos no campo de estudo da intrusão salina em aquíferos puderam encontrar cientistas, engenheiros e gestores de recursos hídricos que estão ativamente envolvidos e/ou afetados por problemas de intrusão de água salgada, permitindo um feedback nas pesquisas e para estabelecer relações de colaboração com os que enfrentam problemas semelhantes”.

“Atualmente, o estudo de aquíferos costeiros é aceito como uma área de investigação específica na ciência hidrogeológica, com intensa demanda e problemas a serem resolvidos”, frisou.

Ainda sobre o encontro nos Açores, lembrou que nove temas foram selecionados para o SWIM21, que permitiram resumir alguns dos mais relevantes assuntos concernentes ao estudo de problemas de intrusão de água salgada nos aquíferos costeiros. Cerca de 100 trabalhos foram apresentados por participantes.  “Isto permitirá melhorar os resultados de modelagem e, certamente, os instrumentos de gestão dos aquíferos costeiros”, disse o professor da UFRJ.

 


 

 

 

 

 

 

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